Viagens Amazônicas Parte I - Onde fui parar pra pensar! - Começo a pensar em como fui parar em um lugar de natureza tão impressionante, com águas agitadas e povo tão diversificado. Tudo impressiona: o clima quente como um caldeirão, apesar de muito arborizado; as noites frias com cerração a beira do rio, vista da rede da casa que me acolheu. Mas impressionante mesmo foi ouvir o piloto do avião dizer: tentaremos mais uma vez o pouso, se não conseguir voltaremos para Manaus (era a terceira vez que tentava pousar o avião). E eu, para não dizer o contrário, adoro avião. Entre subidas e descidas na tentativa de pousar em terra forme, "feita a mão" por Deus, enfim, conseguimos, Ufa!. Quase desço correndo pra abraçar o chão, como se coubesse em um abraço.
- "conhecença", "conlicença"! eu queria ver o chão e pisar pra saber se realmente estova aqui, é, eu estava! longe de casa, pensando em trabalho, aulas, papeis, cronogramas de trabalho, me vi perdido em pensamentos imaginando como foi feita uma cidade cheia de encantos, mistérios e pura natureza, que corre na veia de cada habitante daquele lugar, sangue índio do norte do Brasil, Amazonas na fala, no olhar, nas habilidades.
Me vi parte de tudo isso, me encontrei alí, percebi que nada é mais gratificante do que conhecer outros povos, outra cultura, saber que a farinha que aprendi a gostar, em casa, com minha mãe, era um costume enraizado na história do Amazonas. Distante do Brasil e perto da cabeça do cachorro no mapa brasileiro, está uma cidade feita com carinho, lapidada pelos ventos e pela cultura indígena Amazônica, da qual me vi parte, na qual me fiz melhor. Tudo para pensar como podemos viver com tantas diferenças, comparações, se apesar de tudo, somos todos iguais!.
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